quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Introdução ao caos no trânsito do Rio:Veja a matéria de hoje do GLOBO e nosso alerta publicado em janeiro

O GLOBO documenta o caos nas obras do Porto antes mesmo de demolirem a perimetral

Desde as mudanças no tráfego feitas para obras na Zona Portuária, o nó nos principais acessos à cidade tem estado cada vez mais atado . Duas semanas depois das principais alterações, como o fechamento da alça do Elevado da Perimetral para a Praça Mauá, as operações da prefeitura para tentar minimizar a confusão surtem pouco efeito. Para piorar, o congestionamento na segunda-feira ganhou mais um vilão: uma roda que se desprendeu de um ônibus na Ponte Rio-Niterói, sentido Rio, causando reflexos em toda a cidade de Niterói e até em São Gonçalo.
Com vias fechadas no Porto, o trânsito tem parado numa espécie de efeito dominó. As imediações da Rodoviária Novo Rio têm sido o grande gargalo diário. Ali convergem veículos vindos dos principais acessos ao Rio, como a Avenida Brasil e a Ponte. Na segunda-feira, passar por ali foi um teste de paciência. E os congestionamentos se estenderam além do horário do rush. Às 11h, ainda estava tudo parado.
Qualquer que fosse a direção, havia filas de carros parados, seja na Perimetral, seja nas avenidas Rodrigues Alves e Francisco Bicalho, sem que os operadores de trânsito conseguissem dar fluidez ao trânsito. Uma situação que tem se tornado corriqueira, dizem motoristas e passageiros de ônibus.
" Perco quase três horas no congestionamento para chegar ao trabalho "

- De Caxias ao Centro, o transtorno já começa na Avenida Brasil ou na Linha Vermelha, e fica pior perto da Rodoviária Novo Rio. Perco quase três horas no congestionamento para chegar ao trabalho - disse o administrador Victor Santos.
Tempo de travessia da Ponte dobrou No meio do caos, da Brasil à Presidente Vargas, operadores de tráfego da CET-Rio atuavam em três pontos: em frente à Novo Rio, próximo à Leopoldina e na alça da pista central para a lateral da Presidente Vargas, perto do prédio dos Correios.
Na Ponte Rio-Niterói, os reflexos das obras na Zona Portuária já quase dobraram o tempo de travessia no sentido Rio pela manhã. De acordo com Rodolfo Borrel, gestor de atendimento da concessionária que administra a via, antes das intervenções no Porto, o motorista levava de 15 a 17 minutos para ir de Niterói ao Rio, das 8h às 11h. Agora, no mesmo horário, o tempo varia de 27 a 32 minutos:
- Por conta das obras, o horário do rush da manhã na Ponte tem se estendido muito além do normal, com retenções até meio-dia. As saídas da via para o Elevado do Gasômetro e a Novo Rio têm ficado com trânsito muito lento quase diariamente. Isso se reflete até o Centro de Niterói.
De acordo com Borrel, o que a concessionária pode fazer é aumentar o número de reboques e funcionários na Ponte, para liberar as pistas mais rápido no caso de um acidente ou veículo enguiçar. Na segunda-feira, no entanto, até o socorro da concessionária teve dificuldades para chegar ao ponto onde um ônibus da Viação Fagundes perdeu a roda traseira, na descida do vão central, sentido Rio.
O problema ocorreu às 6h40m e, segundo a CCR Ponte, às 7h30m o coletivo já havia sido rebocado para a base operacional da concessionária. Mas a pista sentido Rio chegou a ser totalmente interditada ao tráfego por cinco minutos para a manobra do reboque - o suficiente para que o fluxo só se normalizasse no fim da manhã.
O engarrafamento chegou ao Jardim Catarina, em São Gonçalo, e a São Francisco, em Niterói, onde muitos passageiros de ônibus abandonaram os coletivos e seguiram a pé.
A universitária Bárbara Oliveira, de 19 anos, contou que levou duas horas para fazer o trajeto entre São Gonçalo e Icaraí.
- Faço esse percurso em no máximo 30 minutos. Cheguei a desligar o carro. E as rotas alternativas estavam congestionadas.
No início da tarde, mais problemas: um táxi pegou fogo na Avenida Brasil, sentido Centro, na altura de Bonsucesso , causando um grande congestionamento.
No Rio, a CET-Rio afirmou que será reforçada a operação de trânsito na chegada à cidade. Segundo o órgão, o fechamento da alça da Perimetral para a Rodrigues Alves acarretou a transferência de veículos para o trecho final da Avenida Brasil, perto da Novo Rio, área que já apresentava problemas. A situação, de acordo com a CET-Rio, agravou-se devido à intensificação das operações no Porto, com aumento progressivo do número de carretas no acesso ao portão da Avenida Rio de Janeiro.
Segundo o órgão, a área é operada pela Concessionária Porto Novo, com reforço de pessoal da CET-Rio e da Guarda Municipal. Até então, 40 homens, oito motocicletas e sete reboques atuavam na região, monitorada por 26 câmeras. Desde segunda-feira, mais oito homens da CET-Rio estão atuando na área.
Na quinta-feira passada, o prefeito Eduardo Paes admitiu que os engarrafamentos diários na região do Porto devem durar até cinco anos , prazo de execução das obras de reestruturação viária da região.
- Não dá para fazer omelete sem quebrar os ovos - disse na ocasião.
" Tem muitas melhorias acontecendo. As pessoas precisam ter compreensão "

Procurado na segunda-feira, o prefeito não comentou o assunto. Na sexta-feira, no entanto, após os engarrafamentos terem chegado à praça do pedágio da Ponte, ele repetiu o ditado dos ovos e da omelete, dizendo que estavam sendo tomadas medidas, como o aumento do número de operadores de trânsito na cidade:
- Tem muitas melhorias acontecendo. As pessoas precisam ter compreensão - afirmou.
Uma caminhada e menos 250 calorias Após o início das obras do Porto, atravessar duas das vias mais importantes da cidade de carro pode demorar mais do que cruzá-las a pé. Na segunda-feira, por volta das 9h, para percorrer de automóvel um trecho de 3,6 quilômetros da saída da Avenida Brasil até a Praça Onze, passando pelas avenidas Francisco Bicalho e Presidente Vargas, uma equipe do GLOBO demorou 33 minutos. A velocidade média foi de 6,5km/h, o que um adulto de estatura mediana pode desenvolver numa simples caminhada moderada e ainda perder 250 calorias, de acordo com o personal trainer João Paulo Costa da Silva, da Academia Evidence da Tijuca.
Deixar o carro em casa é a principal recomendação do especialista em trânsito José de Oliveira Guerra, do Departamento de Engenharia de Transportes da Uerj. Segundo ele, o transporte público é a melhor alternativa neste momento de intervenções viárias. Ele ressalta que operações de trânsito, com agentes nos principais gargalos e possíveis alterações em sinais, devem ser feitas:
- As obras de infraestrutura são importantes para a cidade, e a população precisa buscar alternativas enquanto isso, como o metrô, o trem, as barcas e os ônibus, todos meios de transporte que chegam ao Centro, mesmo que às vezes os serviços não sejam prestados da maneira mais.
 

3 comentários:

Anônimo disse...

um dos motivos do prefeito para demolir a perimetral segundo eu escutei dele numa entrevista e que a perimetral e feia e impede a visao da baia , mas se ele deixar os galpoes do porto que tem a mesma altura da perimetral o povo que ira la nao poder ver a baia , assim como uma adolescente que quis ir ao aterro que e uma area pronta e bonita a qual a prefeitura nao da seguranca nem cuida esta menina a dois anos atras atravessou apista do aterro porqu tinha medo de ser assaltado no tunel por baixo da pista do aterro foi atropelada e morta gostaria de saber se o cuidado que ele vai dar ao porto maravilha e o mesmo que ele da ao aterro abandonado

Anônimo disse...

essa revitalizacao do porto e a cidade da musica do dudu paes ele e seus amigos emreiteros vao ganhar muito dinheiro ,ele nao vai de carro ao centro

Guina Ramos disse...

Concordo plenamente: a substituição do elevado por um túnel é um desperdício!
E emendar com o Mergulhão da Praça XV, pior ainda!
Sim, mas, e além disso, como será o transporte coletivo no “Porto Maravilha”, com suas dezenas de prédios “de até 50 andares”?
Pelas vias expressas?... De ônibus? De táxi? De carro particular?...
Está tudo errado!...
O que precisa passar pelo Porto e pelo Mergulhão da Praça XV é o Metrô!
Veja como em http://rioguina.blogspot.com/2011/11/o-que-precisa-passar-pelo-mergulhao-da.html